Presidente da Ucrânia destaca a luta do povo iraniano em meio à crise
Zelensky manifesta apoio aos protestos no Irã e critica o regime do aiatolá Khamenei.
Zelensky critica regime iraniano e apoia protestos
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, expressou seu apoio aos protestos que estão ocorrendo no Irã nesta terça-feira (13/1). Em sua declaração, ele afirmou que o regime do aiatolá Ali Khamenei “não merece existir”, em uma referência direta à repressão que se intensificou nas últimas semanas.
Zelensky fez questão de destacar a importância das mudanças, não apenas no Irã, mas também na Europa, afirmando que o “derramamento de sangue que a Rússia iniciou precisa chegar ao fim”. Essa afirmação surge em um contexto onde a luta pelos direitos humanos no Irã se intensifica, após décadas de opressão e mortes sob a teocracia.
A escalada da repressão no Irã
As manifestações contra o regime iraniano começaram há mais de duas semanas, inicialmente motivadas por questões econômicas, como a inflação elevada e a desvalorização do rial. Contudo, rapidamente se transformaram em um movimento de resistência contra o governo dos aiatolás, que controla o país desde a Revolução Islâmica de 1979.
Imagens de protestos na Praça Enghelab, no centro de Teerã, mostram a determinação dos manifestantes, que enfrentam uma forte repressão. O governo iraniano tem respondido com violência, e a situação tem se agravado, levando à morte de centenas, se não milhares, de pessoas, conforme relatórios de organizações de direitos humanos.
Execução de manifestantes
Uma das ações mais alarmantes do governo iraniano foi a confirmação da execução de um manifestante, Erfan Soltani, de 26 anos, que foi detido em sua casa no dia 8 de janeiro. Segundo familiares, ele não teve acesso a um advogado e foi informado de que sua condenação era “definitiva”. As acusações contra ele incluem “travar guerra contra Deus”, um crime frequentemente utilizado pelo regime para silenciar dissentimentos.
Relatos de violência extrema e repressão têm chegado de dentro do Irã, mesmo com o governo impondo um apagão quase completo da internet desde a última quinta-feira (8/1), dificultando a comunicação e a verificação de informações.
O impacto dos protestos
Os protestos contra o regime já se espalharam por mais de 100 cidades em todas as 31 províncias do Irã. As estimativas sobre o número de mortos variam, com a ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, sugerindo que até 6 mil pessoas podem ter morrido durante os confrontos. Enquanto isso, levantamentos mais conservadores falam de cerca de 650 vítimas, mas a imprensa internacional reporta números que se aproximam de 2 mil.
Zelensky, ao apoiar os protestos, se coloca ao lado daqueles que lutam pela liberdade e pelos direitos humanos, ressaltando a necessidade de mudanças em um contexto global onde a repressão e a violência ainda persistem. O mundo observa atentamente a situação no Irã, à medida que as vozes de resistência se tornam mais audíveis, desafiando um regime que muitos acreditam ser insustentável.
Com as manifestações em andamento, as repercussões internacionais devem continuar a crescer, e a pressão sobre o regime iraniano pode aumentar, especialmente com declarações contundentes de líderes globais como Zelensky.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Tom Nicholson/Getty Images
